31.5.07

Amsterdam - Parte III (A mudança)

E eis que chega o dia e eis que Paulina tem mais uma ideia brilhante. Depois de verificar que Celestino tem mais pertences que a sua singela e enigmática figura poderia supor, decido comprar 3 grades de cerveja bem frescas, escrever um cartaz em Holandês com os seguintes dizeres :"Cerveja e sexo grátis. Só homens.Informações aqui" e colocar-me (juntamente com o ruborizado Celestino) estrategicamente junto à fonte que se vê na foto à espera de "clientes". O plano é simples. Ofereço cerveja aos homens, enquanto os vou pondo a par do esquema (o Celestino lá vai traduzindo. Eu evitei usar o meu rebuscado calão). "Este meu amigo aqui precisa mudar de casa hoje. Eu preciso de 4 homens, assim corpulentos como vocês. A 1.ª parte do pagamento já estão a ter. Se concordarem em vir connosco, dou-vos uma 2.ª parte. Sexo hoje, sexo amanhã e para quem aguentar, sexo depois de amanhã. Gratuito, como vocês quiserem, com quem vocês quiserem e sempre guardando o maior sigilo." Escusado será dizer que ao fim de 8 voluntários (dos quatro que não quiseram vir, 2 estavam com as mulheres, um era homossexual e o outro estudava direito) lá consegui os meus 4 trabalhadores. E lá fomos nós. Em menos de 4 horitas, eles conseguiram transportar tudo da casa velha para a casa nova. E ainda montaram a mobília toda do Celestino. Depois disso, veio aquela parte habitual da minha vida: puro sexo. Enquanto Celestino ficava em casa a colar os cartazes do plantel completo do Benfica, a colocar os seus naprons nas mobílias e a demolhar mais uns quantos quilos de tremoços (trazidos aqui pela donzela), eu ia-me entretendo na carrinha com os meus operários. Na carrinha no 1.º dia, na casa velha do Celestino no 2.º dia. Ao 3.º dia, eles quiseram descansar. 'Taditos. Ficaram mais cansados comigo do que com a mudança. Enfim. Voltem latinos. São os maiores.
Por hoje chega. Não estou inspirada para escrever. Já para foder, não posso dizer isso.

Beijinhos e boa sorte com os vossos operários

23.5.07

Amsterdam - Parte II

E lá estou eu nas chegadas, com as minhas singelas bagagens. E ali o vejo. Encostado ao bar, a beber uma cerveja e ainda com uma casquita de amendoim presa na sua barbicha ruiva.
"Celestino!!!! Olá meu querido. Vá. Dá-me uma chibatada. Duas. Três. As que quiseres. Eu sou uma menina tão má. Não consigo deixar de pensar no trabalho". Celestino, a franzir as sobrancelhas, de maneira a formar pequenas rugas entre as mesmas, diz muito compenetrado: "Não trouxe a chibata. É material da Universidade, mas posso dar-te umas palmadas se quiseres. Diz lá a entoação que queres".
Bem! Então não é que no avião que embarquei um dos comissários de bordo era (e é, para grande prazer meu) um cliente meu? Ora, da última vez que ele foi lá (lá, entenda-se "a mim") pagou-me com uma nota de 200 euros e eu não dou troco. Mas faço como o senhor Afonso da mercearia fazia quando era gaiata: dava-me o troco em pastilhas gorila. Eu como não tenho pastilhas, peço o chupa aos clientes. Na altura ele estava atrasado para o trabalho e o serviço ficou apalavrado para um futuro não muito distante. Pois! Foi agora. No avião. A seca é que a altitude tapa-me completamente os ouvidos e agora pergunto eu. Já experimentaram comer um calipo de limão (morango também dá) e terem os ouvidos tapados com aquelas esponjas tipo plasticina? Já estão a imaginar, não? Aquilo faz uma barulheira desgraçada no nosso ouvido interior!!! Não se ouve nada a não ser aquela chupadeira toda!!!!
Quanto contei isto ao Celestino, ele ficou meio parado. Mas descansei-lhe logo: "Não te preocupes Celestino. Trago sempre na minha bolsa uma embalagem de Tantum verde. Já bocejei e garguejei. Meu lindo menino"
E de braço em cima de mim, lá fomos nós para a casa dele. Não a nova ainda, pois falta a mudança (eu tenho um plano. Infalível!!!) mas a actual. E não é que ele tinha um colchão insuflável à minha espera? "Oh Celestino. Vais dar à bomba? Tens fôlego para o colchão e para mim? Tens uma coisa destas para pulares melhor e depois a safada sou eu, não é meu leãozinho?" De facto, estava a ser maliciosa, pois sabia muito bem que ele tinha comprado o colchão para uma visita de uns amigos do grupo de teatro interventivo: "Flores no vale. Aqui há quem não se cale". Mas eu gosto de ser má. É feitio mesmo.
E pronto. Acho que basta por hoje. Tenho os lábios doridos e esta cadeira martiriza-os um pouco mais. Fechei mais cedo hoje por causa disso. Fiquem bem, beijinhos e usem uma chibata. Faz maravilhas e dá poder.

11.5.07

Amsterdam - Parte I


E eis que assim que cheguei do Brasil, nem tive tempo para começar a trabalhar. Dois depois da chegada, o Celestino telefonou-me a pedir a minha ajuda. Ele ia mudar-se de casa e precisava de força de braços. E lá fui eu até Amesterdão. Paulina tem regra de ouro: cliente e/ou amigo que chame, o resto que se dane. Além disso, era uma cidade que ainda não conhecia. Mas para mim, o que era mesmo importante era ajudar o Celestino.
O Celestino é aquilo a que eu chamo uma pessoa transparente. E com transparente, acho que digo tudo. É um amigo "boa onda". Com ele a boa disposição é nossa companheira, as conversas inteligentes são camaradas, as conversas ligeiras são convivas e o humor perspicaz e inteligente é visitante recorrente. E depois, a minha profissão nunca foi problema entre nós. Mesmo quando ele telefona às tantas da manhã, a pedir uma opinião para a sua tese de doutoramento (já lá vamos, tenham calma) e eu respondo com: "Celestino. Estou a trabalhar. Este ainda leva mais uns 45 minutos de sexo em cima. Telefono-te quando o cliente estiver a descomprimir. Sim?" - mesmo assim não "há crise". Ele responde-me um:"OK. Eu vou ver se o meu arroz já está cozido". Ele é assim.
Em relação à sua profissão? Actualmente ele está em Amesterdão a desenvolver a sua tese de doutoramento (cujo tema foi discutido comigo). Em termos simples: ele está a desenvolver um dicionário (o mais elaborado possível) para "transformar" a linguagem do acto sexual (gemidos, gritos, grunhos, palavras, palmadas, flexões de pernas, agitação corporal, etc, etc) para a linguagem corrente. Por vezes, traça perfis psicológicos dos intervenientes, bem como algumas das suas características pessoais (como amantes). Por exemplo, deixo aqui algumas entradas do dicionário:


Secção: onomatopeias seguidas de palavras. Emissor: Ela Receptor: Ele
"Ai, ui,ai, isso.Vai." --> "Está a ser tão bom, mas precisas de um alento. Dá-me com ele. Mais força"
"Mmmm,ahhhhh,mmmm,já?" --> "Estava tudo muito bem até que decidiste atingir o orgasmo."


Secção: acções físicas seguidas de palavras. Emissor: Ele Receptor: Ela
(palmadinhas nas nalgas) "Gostas?Mais?E assim?" --> "O homem conhece muito mal a sua parceira, tem pouca confiança e tenta a todo custo estabelecer contacto sexual. Espera por uma resposta do tipo: Sim. É muito bom. És um leão. Nunca vi nada assim.Uii. Que bom que tu és"



Acho que já deu para perceber o que ele faz. Mas a vida dele não é fácil. Mas isso, eu conto nos próximos episódios.

Boas mudanças e beijinhos

2.5.07

O bolo - Parte IV


«...3 semanas de trabalho comunitário na comunidade "Sopas e comida para quem precisa" das irmãs "Clarissas Renovadas", obrigação de apresentação às autoridades (sempre que viajar para o Brasil ), multa de 5.000 reais e proibição de exercer a sua profissão no Brasil (mesmo a nível gratuito e/ou por prazer)». E pronto. O advogado Gerson tinha conseguido. Estava livre, mas lá tive que ir trabalhar para a comunidade. Ora, até posso dizer que adorei a experiência. O meu trabalho era simples: ajudava na distribuição da comida pelos utentes da comunidade (na sua maioria sem-abrigo mas também pessoas muito pobres que vivem em favelas), ajudava na cozinha e ajudava as irmãs no que elas precisavam.
Mas o que eu gostei mesmo foi das conversas com as irmãs. Não é que eu dê menos importância à parte social. Nada disso. Mas em Portugal faço parte de algumas comunidades sociais e este papel não era novo para mim. Agora...conviver 3 semanas com as irmãs e poder pô-las a pensar em coisas "diferentes"? Isso sim! Mas não pensem que pus-me logo a falar de fodas, vaginas ou pénis. Aqui a Paulina sabe muito bem quando e onde pode dizer as coisas. Falei de coisas básicas da vida: o amor, ter alguém especial (estilo confidente), uma família (quiçá!) ou mesmo amar alguém (para além de Deus). Acabei por ser surpreendida pela sinceridade das irmãs. A irmã Elvira, por exemplo, contou-me de uma sua paixão na juventude (antes de entrar para o convento). Bem. Resumindo a história, pode dizer-se que ela apanhou um desgosto tão grande que jurou que nunca mais seria magoada assim por ninguém. Vai daí, a única solução que encontrou foi ir para um convento (sim, porque ela depois daquela teve outras paixões. Não tão fortes, é certo, mas igualmente arrebatadoras e dilacerantes). Daí o facto de ter entrado já com 27 anos no convento. E aqui está ela hoje, com 49 anos. Feliz. Sim. Senti que ela era feliz. Que mais poderia ela querer?
Já a irmã Guilhermina tem outra história. Na sua lida diária de ajudar os utentes, acabou por criar uma forte amizade com um deles. A amizade chegou a um ponto (após mais de 8 meses de convivência diária) em que era difícil discernir a fronteira entre amizade e amor. Ainda para mais, ela nunca amou ninguém para além de Deus. Como saber? Abdicaria de algo concreto para algo que poderia não ser aquilo que parecia? Na dúvida ficou e na dúvida continuou. Até hoje. Perguntei-lhe: «Imaginemos que a Igreja permitia que...». Ela nem deixou acabar a pergunta. «Porque não? Será que não poderia ajudar mais aquela pessoa estando mais perto dele? Será que o facto de, se quisermos, termos uma família tornará a relação com Deus em algo conflituoso? Perderemos a nossa fé? Não tinham quase todos os apóstolos de Jesus Cristo uma família? Tendo filhos, será que não compreenderíamos melhor os jovens e a sociedade?»
Eu não podia concordar mais com ela -podem fechar as vossas bocas de espanto, pois aqui a Paulina é puta mas tem a sua faceta religiosa. E se lerem a bíblia, sabem que antes de mim existiram outras- e de facto penso que, apesar de ainda termos que esperar mais alguns anos (imagino uns 70-80) a Igreja terá que dar este passo. É inevitável. Amar (ou melhor, ter a opção de amar livremente) é o que nos torna humanos. Está impregnado no nosso código genético. Nasce connosco. Querer negar isso é querer negar toda a nossa existência e a nossa origem. No limite, entra-se em contradição pois acaba-se por negar Deus (para aqueles que acreditam Nele e que acreditam Nele como a origem do nosso planeta, obviamente).

Foi diferente este texto, mas achei que aquelas fabulosas irmãzinhas mereciam a minha consideração.

Beijinhos e quem quiser, pode rezar. Também é importante.

17.4.07

O bolo - Parte III

Antes de continuar com a história, um pequeno aparte para os meus fãs e seguidores. Oh meus amigos. Há muita falta de actividade sexual lá para os vossos lados. Eu não sei como é com vocês, mas eu gosto de foder e vida de puta é isso. Ora, apesar de conseguir fazer muita coisa ao mesmo tempo que trabalho, escrever alguma coisinha no blog não é uma delas. Portanto, tenham lá calma e cada vez que vierem ao blog e ele não estiver actualizado, massajem os vossos orgãos sexuais. Pelo menos não dão o tempo por perdido. Adiante.

Lá estou eu numa cela brasileira. As minhas companheiras são da mesma profissão. Claro que no início não acreditaram na minha história. Mas lá fui conquistando a confiança delas e ao fim de 5 dias já éramos "amigas com'a porcos". A população ali é muito flutuante. Num dia são minhas companheiras a Esmeralda, a Goiana, a Priscilla, a Juramá e 2 dias depois a Esquentada, a Mãozinhas, a Bucetinha ou a Esfregadinha.
Depois de 3 dias presa, recebo a visita do advogado que iria-me defender. Chama-se Gerson e é amigo do Leonardo (o tal que "arranjou-me a sujeira". Né?) "Já fui. Já era" - penso eu. Diante de mim, o típico jovem advogado saído 5 minutos atrás da universidade e pronto para salvar o mundo. Atarracado, cabelo à escovinha (com o gel a dar um toque "cool"), cara ainda com algumas borbulhas, fatinho azul, gravatinha azul com riscas amarelas, sapatinho a brilhar.... E eis que ele abre a boca: "Bom dia Dona Paulina. Me chamo Gerson e serei seu advogado neste processo. Meu amigo Leonardo me pediu encarecidamente para estar aqui. Não é meu costume aceitar casos desta natureza, mas tendo em conta a nossa amizade eu concedi este privilégio a você. Sendo assim, gostaria de começar...". Aí, tive que entrar em acção. "Oh Sr.º Gerson. Vamos deixar de lado o Dona. Além disso, gostaria de comentar o seu discurso. Esquecendo a "parte em que vocês brasileiros trocam as voltas à língua portuguesa", eu não sinto privilégio nenhum em trabalhar consigo. Aliás, o sentido do privilégio está trocado. Você é que tem o privilégio de defender Paulina Virgínia. Você é que será recordado por ter defendido "a Puta". E pelo seu aspecto, vejo que você nunca defendeu uma e quiçá, nunca comeu nenhuma de jeito. E não estou falando só de putas. Nota-se pelo seu aspecto arrumadinho que a sua vida sexual é uma miséria total e o facto de eu estar já há 3 minutos a mexer-lhe no pénis com o meu pé direito, prova a minha teoria. Está gostando, não reclama e nem chama o guarda por atentado ao pudor. Além disso, se isso é uma erecção, eu sou uma freira e você é o papa. Como vocês dizem aqui: sacou?" Agora, olhando para ele, juraria que ele seria sueco ou dinamarquês. Sim, eu sei que sou cruel às vezes, mas gajos como este precisam conhecer a vida tal como ela é.
O diálogo seguinte lá continou como eu pretendia. Ele tinha percebido a lição. Só não gostei dos pormenores jurídicos: "Paulina. Quando a polícia entrou, você estava em pleno acto. Certo?" Não - retorqui eu, revirando os olhos. "O acto tinha sido alguns valentes minutos atrás. O bolo já lá ia. Quando a polícia entrou, eu estava mesmo a foder. Sabe? Foder, foder mesmo." Depois de mais uns minutos de diálogo, a diferença de vocabulário entre nós era evidente. Aí disse. "Sr.º Gerson. O meu pé faz muita coisa, mas ninguém vem até mim por causa dele. Vamos deixar este vocabulário de lado e falar as coisas pelos nomes. Sim? Foder, cona (buceta ou xoxota para vocês), caralho (pau para vocês e também para nós), etc, etc. Sim? No final, quando você me tirar daqui, eu mostro como faço lá em Portugal e aí, você pode dizer tudo o que quiser. Valeu?"
E pronto. Era o 1.º dia dos nosso encontros, mas sentia que a coisa ia correr bem. Ou não soubesse eu domar estes "copinhos de leite" saídos das faculdades de direito.

Beijinhos e tomem conta das bucetas que andam à solta.

10.4.07

O bolo - Parte II


E lá estou eu, diante de uma porta com grades. A parte das grades numa porta não é nova para mim. Apesar de nunca ter sido presa (até à minha viagem ao Brasil), já realizei várias fantasias em celas. Eles começam sempre pela parte das algemas, mas chega sempre a um ponto em que os clientes pedem umas celas. E aí entra em acção o guarda Reinaldo. Um telefonema (somos amigos desde crianças. Começamos a foder juntos) e passados 2 ou 3 dias, podemos ir fazer na cela. Uma vez, tive um cliente negro (chamemos-lhe Jamba) que fez uma aposta comigo. Ele quis sexo comigo (pois claro, todos querem), numa cela (aqui já nem todos querem) e ele do lado de dentro e eu do lado de fora (esqueçam. Isto já é só para profissionais). Ele apostava comigo que mesmo assim (com umas frias e ferrujentas grades entre nós) ele conseguia dar-me algumas fodas de prazer. Pela minha experiência sexual inter-racial, sabia perfeitamente da veracidade de tal afirmação. Mas, estando em jogo uma ou mais fodas, é óbvio que não podia entrar no jogo de :"Pois. Eu sei. Todos os pretos que já açambarquei, foram fundo bem fundo....qual submarino". Fiz o meu papel de puta dura e...inquieta para foder: "Ouve lá! Pensas que a minha vagina tem uma ventosa lá dentro? Se conseguires passar dos grandes lábios com essa minúscula glande, pago-te uma cirurgia para aumentares o tamanho dessa merda. A ver assim se ficas com mais de 15 cm". Uma mulher sabe perfeitamente enganar um homem. E lá foi ele. Como leão atrás de gazela, como homem ferido na sua masculinidade, como tudo o que existe de superlativo, enorme, potente, enorme, másculo, vigoroso e ...enorme (já tinha dito, não?). Bem. Se no início sentia as grades, passados os primeiros 10 segundos, essa sensação foi substituída pela sensação da sua enorme, carnuda e bem irrigada glande a penetrar bem fundo na minha húmida, sedenta e funda vagina. Claro que agarrado à glande estava o pénis dele, mas o pescoço é que é tudo. Ora. E foi assim. No final, ele ganhou a aposta. Fiquei tristíssima. Não consegui trabalhar durante 5 dias, mas foi por causa da marca das grades no meu corpo e das queimaduras na pele (pois. Eu também pensava que era só carpete e tapetes que queimavam a pele, mas experimentem com grades e irão ver).
Mas....por favor!!! Se for para levar com um homem daqueles e com todo o seu material... Ó minhas amigas. Metam esponja nas grades, plastifiquem-nas... façam o que quiserem. Mas façam-no. Oh oh. Como o Morpheus disse ao Neo: "you stay in Wonderland and I show you how deep the rabbit-hole goes".

Beijinhos e usem as grades

PS:Lá se foi a história do bolo parte II. Fica para a próxima.

4.4.07

O bolo - Parte I


Este foi o modelo do bolo gigante. E lá estou eu dentro (no gigante). À espera da minha saída triunfante. No Brasil. Começemos por esta parte.
Aceitando o convite de um amigo meu (o Leonardo), fui passar a passagem de ano ao Brasil. Correu tudo muito bem e estando lá há já quase duas semanas, recebo uma "proposta de trabalho". O melhor amigo do Leonardo ia-se casar 5 dias mais tarde e estavam preparando uma grande festa para a sua despedida de solteiro. A minha parte era simples. Entrar dentro do bolo, sair de lá, fazer o normal strip de uma festa de homens e "exercitar" um bocado o noivo. Sexo. Queriam que houvesse sexo. Por mim tudo bem. E lá fui eu.
E lá estou eu. Dentro do bolo. Ouvindo os normais uivos e delírios dos homens, sei que é a minha hora. Rasgo a cobertura do bolo e lá estou eu recheada de natas e açucar confeiteiro, com uma horde de homens em êxtase. O normal. Nada de novo. Faço o meu strip (antes de puta começei aos 15 anos por ser stripper) de alta qualidade, deixando o noivo bem disposto. Depois? O normal que uma mulher "má" como eu pode fazer. Deito o noivo no chão, amarro-lhe as mãos a duas cadeiras, dispo-lhe e..."Let the show begin". A jogada aqui é fazer o noivo ter prazer o máximo tempo possível. Ou seja, deixá-lo sofrer, sofrer e sofrer. De mãos amarradas e com todos os seus colegas e amigos a ajudarem à festa, sinto que este noivo vai implorar pela sua salvadora ejaculação. Após 6 minutos, o primeiro suplício. "Mau" - digo-lhe eu. Então o homem vai ter lua-de-mel em 3 dias e é só isto que ele consegue? "Mau" - repito-lhe eu. E lá foi continuando o jogo.
Após 24 minutos de suplício (pela parte dele, claro), entram na sala uns homens todos corpulentos, vestidos à polícia e com bonitas fardas. "Uau. Adoro algemas e brincar aos ladrões" - pensei eu. Vendo-os tão empenhados nas suas funções, decidi dar-lhes uma mãozinha e deixar o noivo respirar um bocado. Eis que um deles salta para cima de mim, algema-me e diz aquele paleio de polícia :"Está presa.Vamos para a delegacia. Tem direito a um advogado. etc". E eu a gostar cada vez mais da brincadeira. "Até têm algemas verdadeiras!" - pensava eu. Quando vi que todos os homens estavam a ter o mesmo tratamento que eu, comecei a colocar a hipótese de serem mesmo polícias de verdade. E eram. Tratava-se de uma rusga. Ao que parece, o noivo traficava brasileiras para Portugal (prometendo-lhes empregos como actrizes em telenovelas portuguesas) para a indústria do sexo (putas, como eu lhe chamo). Vai daí, como eu era portuguesa e estava fazendo aquele serviço todo no meio de brasileiros, eles pensaram que eu estava no Brasil para fazer o mesmo. E aí, foi o catano para clarificar a minha história com eles. Mas isso, conto num próximo post.

Beijinhos e façam muitos bolos

31.12.06

Pintelhos

Ultimamente ando com muita queda de pintelhos. Sim, são pintelhos mesmo. O cabelo está bom. Mas sempre que tiro as cuecas para algo (e acreditem que tiro-as muita vez ao longo do dia) é uma chuva de pintelhos que é uma coisa impressionante. O chão da minha casa de banho parece o chão de um jardim com árvores, no Outono. Neste caso não são folhas, claro. Não sei o que fazer. Fui o outro dia à farmácia mas a mulher chamou-me doida. Ela só me respondia que os produtos anti-queda davam para todo o tipo de cabelos e eu dizia que queria um que desse para todo o tipo de pêlos. Ela continua na dela: "Sim, sim. É como já lhe disse. Dá para pêlos oleosos, secos, húmidos, semi-secos, etc". Aí, passei-me e disse bem alto:"Oh minha senhora. Eu quero um produto para os pêlos da minha rata. Entendeu? V-A-G-I-N-A. VAGINA!!! Sabe o que é? A sua também tem pêlos, não tem? Os meus estão a cair. O que faço?" Pronto. Expulsaram-me de lá e não resolvi o meu problema, pois onde ia, ou gozavam comigo ou expulsavam-me. Já viram isto? Alguém tem uma receita caseira que (eventualmente) me possa ajudar?

Beijinhos e tratem bem dos vossos pintelhos.

9.12.06

A primeira masturbação

Tinha eu 12 anos e acabava de tomar banhinho. Naquela idade, temos sempre curiosidade em conhecer todos os nossos buraquinhos e cheirá-los. Estava eu a secar a penugem da minha vaginazinha, quando me lembrei de examiná-la melhor (a vaginazinha, claro!!!). Experimentei com o dedo mindinho, colocá-lo no interiorzinho da dita. Tirei-o e cheirei-o. Era um odorzinho agridoce. Comprovei-o lambendo o dedinho. Sim. Era de facto agridoce. Quis mais do mesmo.Voltei a colocá-lo lá dentro, desta vez mais fundinho (sempre na tentativa de descobrir outros odorzinhos). O odorzinho tornava-se mas agri e menos docinho. No entanto, reparei que sempre que fazia o movimentozinho de colocar o dedinho e tirá-lo, havia como que um formigueirozinho na minha vaginazinha. Era bom... que era. Experimentei outra vez. Sim. Era bom. Experimentei com um dedinho maior. Uiii. Era melhor. E se fizesse uma pressãozinha num certo sitiozinho, ainda era melhor. Continuei neste exerciciozinho e quanto mais continuava, mais queria. E lá fui eu até sentir uma explosãozinha. Como que uma descargazinha de energia do interior do nosso corpinho. Na altura não percebi nadinha. Quis continuar mas estava sensivelzinha (a vaginazinha, claro!!!). Tinha gostado daquele momento. Depois, corri para a minha mãe a contar tudinho. E ela explicou-me. E até me deu dicas e conselhos para as próximas vezinhas.

Beijinhos e boas masturbações (que também é preciso)

6.12.06

Puta diferente.

Eu sou uma puta diferente e quem é meu cliente sabe isso muito bem. Não tenho chulo, não trabalho na rua, não trabalho em casa fixa, tanto recebo clientes como vou até eles, nem sempre recebo dinheiro pelo serviço, não fazem tudo o que querem comigo (eu é que faço tudo o que quero), não é só receber prazer (também têm que me dar. E muito!!!!!), gosto de usar velas e cheiros aromáticos (ao som de boa música) enquanto trabalho e sou trabalhada, os serviços são todos por marcação (preciso organizar a minha vida, não é?), não recebo clientes directamente (só entram em contacto comigo através de clientes meus, não tenho anúncio em lado nenhum, sou eu que dito as regras do jogo, gosto de conversar com os clientes... Enfim. Com o tempo, irão ver que sou realmente diferente. Até lá, têm que ir esperando. Eu é que já não posso. Já chegou o 1 (Sim, outra vez. Este vem cá muita vez mas a maior parte das vezes não é para foder) e tenho que ir ter com ele.

Beijinhos e roçem-me esses genitais uns nos outros.

4.12.06

A Natureza nem sempre pensa em tudo

Temos muitos exemplos de como a Natureza é maravilhosa. Dou-vos agora um em que ela não é: a ejaculação. Ora. Esta coisa de o homem poder ejacular sempre que lhe apetece não está com nada. Para além disso, é uma javardeira do caraças. Imaginem a minha limpeza diária! Não há pachorra.
Porque é que o homem não foi inventado de modo a ter um período de ejaculação? Tipo 3 ou 4 dias por mês? Além de não nos sujarem nos outros dias, implicava que quando um casal quisesse ter um filho, teriam que ter em conta também o relógio biológico dele. Não era fixe? Ele a dizer: "Vá lá amor. Estás no período fértil e eu deixo de ejacular amanhã de manhã. Tem que ser hoje. Desmarca a reunião".
Claro que há aquela visão romântica do cinema e da televisão. O pessoal manda a(s) queca(s), acabam e...e....e...ficam ali à conversa na cama. Nada escorre. Nada pinga. Nada verte. Tudo estanque. Tudo fica impecável. Às vezes, até começam de novo. Como diz uma cliente minha (irei falar dessa doida também): "Ali é que é bom. A malta diverte-se, fode e não tem que limpar nada. No final, ela ainda se levanta com a camisa dele e vai fazer um cafézinho à cozinha. Sem passar pela casinha. Que espectáculo".
Eu cá vou usando os meus toalhetes e caixas de lenços. Mas é uma seca. Irra!!! E há cada ejaculação que mais parece um auto-tanque dos bombeiros. Por falar em bombeiros. Está a chegar o meu próximo cliente. É o 1. Depois falo dele. É muito especial.

Beijinhos e boas fodas.

1.12.06

Apresentação

Olá. O meu nome é Paulínia Virgínia e sou puta. Depois de muita insistência de um amigo meu, decidi criar este blog. Aqui, irei colocar tudo o que me apetecer. As fodas que dou, as que recebo ou as fotos que gosto. Irei falar dos meus clientes, dos meus amigos, dos cabrões (e cabronas) que já conheci, das dicifuldades de uma puta, dos pénis tortos que me aparecem, das dores de paixão (que uma puta também as tem) ou das conversas com os clientes (sim, porque eu não é só foder, foder). E isto tudo, como já devem ter reparado, sem metáforas e eufemismos. Sou assim: directa, simples, prática e sincera. E este blog, será a minha representação digital. Quem quiser pode contactar-me. Para uma conversa, para prazer, para negócio, para me chamar nomes...não interessa. Aguento com tudo. Aliás, também irei falar sobre isso. E acreditem que aguento com muito.
Bem. Agora tenho de ir que o gajo já acordou. E dizia-me ele que aguentava dar duas de seguida. Pois, pois.